Thursday, November 3, 2016

7 DICAS DE PHILIP SCHAFF PARA ESTUDANTES DE TEOLOGIA


DICAS PARA O ESTUDO PROVEITOSO DA TEOLOGIA

1. Estude devotamente e em espírito de oração.
No antigo trio de qualificações que constituem o teólogo, a oratio vem em primeiro e é seguida pela meditatio e temptatio. Atribui-se a Lutero o seguinte dito: “Bene orasse est bene studuisse” [Ter orado bem é ter estudado bem]. Ele punha isso em prática, como todos os grandes e bons pregadores antes e depois dele. A reverência é essencial a toda piedade. A Teologia é uma ciência sacra. “Sancta sancte tractanda” [As coisas sagradas devem ser tratadas com respeito]. Em seu portal repousa a inscrição: “Procul abeste profani” [Afastai-vos do bosque, ó profanos!]. É a ciência de Deus, e Deus é um objeto de adoração e louvor, e não de curiosa especulação. Ao pensar, buscamos a Deus; pela oração o encontramos. O estudo faz um erudito; a oração, um santo. A bondade é melhor que a grandeza; a piedade, melhor que a erudição. Admiramos o conhecimento, respeitamos e amamos a virtude. Busque combinar ambos.
Refresque-se na fonte da vida antes de abrir seus livros. Ponha o espiritual antes do intelectual, o devocional antes do crítico. A comunhão secreta com Deus é a melhor consagração de seus estudos e o faz frutífero para o bem-estar de seus semelhantes e para a construção do reino do Redentor.
2. Estude entusiasticamente.
Nada de grande e bom pode ser feito sem entusiasmo. Ele inspira a mente, atiça o coração, estimula a vontade, entrega-se totalmente à busca do objeto escolhido. Um dos mais preciosos dons da juventude é esse ardor impagável da alma, essa sede ardente pelo conhecimento, essa energia e coragem que não se diminiu com qualquer dificuldade. Um homem de mente dúplice e coração dividido jamais realiza muita coisa neste mundo. Ele é “instável em todos os seus caminhos”.
Arroje, então, sua mente por inteira em seus estudos; seja totus in illis. Seja todo ouvidos, enquanto ouve; todo olhos, enquanto lê; todo pensamento, enquanto pensa. Desse modo, realizará mais em um dia do que um estudante vagaroso e indiferente pode fazer em uma semana.
3. Estude judiciosamente.
O entusiasmo genuíno não é inconsistente com a moderação e o julgamento. “Ne quid nimis” [Nada em excesso]. Moderação em todas as coisas. A melhor coisa pode ser arruinada ao ser exagerada. Muitos eruditos, nesse nosso clima estimulante, deixam que seus estudos os levem ao túmulo prematuramente, pela negligência do necessário descanso e do exercício saudável.
4. “Sana mens in corpore sano” [Uma mente sadia em um corpo sadio].
“A higiene é vizinha da piedade”. Mantenha seu corpo limpo, saudável e vigoroso, para que seja um órgão eficiente da alma imortal.
Dê uma porção de cada dia para a recreação inocente em ar aberto, quer sozinho com Deus, quer na companhia de amigos agradáveis, o que, por si só, é uma das melhores recreações.
O desprezo e a negligência ascética do corpo procede do erro radical de que a matéria é essencialmente má e que o corpo é a prisão da alma. Esse erro rastejou na Igreja antiga através do gnosticismo e, embora teoricamente repudiado como heresia, perpetuou-se na prática no monasticismo. Houve eremitas no Egito que pensavam ser a piedade mais próspera na imundície, e que nunca lavavam seu rosto nem penteavam seu cabelo, exceto na Páscoa santa.
O Cristianismo começa com a lavagem da regeneração e termina com a ressurreição do corpo. Na vida de nosso Salvador você procura em vão por qualquer traço de austeridade ascética e auto-mortificação. Tudo nele era saudável, sereno, esperançoso. Ele associou-se livremente com homens e mulheres e amava as crianças. Regozijava-se com o regozijo. Frequentou uma festa de casamento e transformou água em vinho. Admirava as aves do céu e as flores do campo, e, em suas parábolas incomparáveis, retirou lições sublimes do livro da Natureza.
5. Estude sistematicamente.
“Tempo é dinheiro”, diz o adágio. Ou melhor, é mais do que dinheiro, pois este pode ser substituído, mas o tempo não. Uma vez perdido, está perdido para sempre. Agassiz declinou de uma oferta tentadora para proferir um curso de palestras por mil dólares, porque “não podia oferecer tempo para fazer dinheiro”. Um sentimento nobre, digno de lembraça nesta era de culto degradante a Mamom. Economize seu tempo precioso a ponto de fazer o melhor com ele. Isso só pode ser feito com ordem e método.
Seja regular em seus hábitos, pontual em seus compromissos. Não durma mais do que o necessário para a saúde. Distribua sabiamente o dia entre estudo e recreação e entre os diferentes tipos de estudo. Acorde cedo pela manhã (o adágio alemão diz: “Morgenstunde hat Gold im Munde”. O inglês é ainda melhor: “early to bed and early to rise/ makes a man healthy, wealthy and wise") e fique bem acordado durante o dia. O último é mais importante.
Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje. “Malhe o ferro enquanto ainda está quente”. Responda uma carta imediatamente; se esperar uma semana, você terá que lê-la novamente e perderá muito tempo. Entregue sua primeira hora para a oração e para a leitura devocional. Depois, faça seus estudos regulares, dividindo e ajustando o tempo de acordo com suas aulas e o estágio particular de seu curso. Adie os estudos mais leves e as leituras miscelâneas para a tarde ou noite. Devemos nos familiarizar com a marcha dos eventos e o estado da opinião pública sobre as grandes questões do dia, se quisermos exercer alguma influência sobre a geração atual. Contudo, a verdadeira erudição não nasce de produções efêmeras, que passam com a fugacidade do momento. Ela vem do profunda domínio das obras de pensamento profundo e da pesquisa exaustiva, que sobrevive ao autor e sua era.
6. Estude fielmente.
Adentre seus estudos com plenitude de fé: fé na existência e no supremo valor da verdade. O conhecimento da verdade, da inteira verdade, e nada mais que a verdade, é o objeto de estudo.
O ceticismo pode estimular a investigação, destruir preconceitos, dissipar superstições e provocar defesas mais háveis e fortes da verdade. Mas a missão da dúvida é negativa. Ela pode destruir, mas não pode construir. A fé é a mãe frutífera do conhecimento, a pioneira das invenções, descobertas e de todas as grandes realizações. A fé pode remover montanhas de dificuldades e é certo que terá sucesso no fim. Prossiga, então na armadura da fé, e ousadamente enfrente o Golias da incredulidade. Uma pedrinha do ribeiro pode matá-lo, se você o atingir no cérebro.
7. Sobre a leitura.
Estude os melhores livros dos melhores autores, e a Bíblia mais do que todos. “Non multa, sed multum” [Não muitas coisas, mas muito].
Digira enquanto lê, e registre os conteúdos indelevelmente na mente. Use a caneta e anote ou marque nas margens o que é mais importante e digno de ser lembrado. “Legere sine calamo est dormire” [Ler sem caneta é dormir]. Lord Bacon diz: “A leitura faz o homem pleno; a deliberação, o homem pronto; a escrita, o homem exato”.
Portanto, exercite sua memória a ponto de se tornar em certa medida independente de livros. Faça da sua memória a sua biblioteca, que você pode usar em qualquer lugar e em qualquer hora. É de inestimável valor ter em seu cérebro um tesouro de passagens bíblicas, hinos e um jardim florido perene de poesia clássica.
           
           



           
                       


Esboço de Gênesis 1.1 - 11.9

        I.            Da Criação à Torre de Babel (1:1 – 11:9)
A. A criação dos céus e da terra (1.1-2.3)
            1. O primeiro dia (1.1-5)
                        a. A criação de todas as coisas (1.1-2)
                        b. A criação da luz (1.3-5)
            2. O segundo dia (1.6-8)
                        a. A criação do firmamento
            3. O terceiro dia (1.9-13)
                        a. A formação do continente (1.9-11)
                        b. A criação dos vegetais (1.12-13)
            4. O quarto dia (1.14-19)
                        a. A criação dos luminares
            5. O quinto dia (1.20-23)
                        a. A criação dos animais aquáticos (1.20-21)
                        b. A criação das aves (1.20-21)
                        c. A bênção sobre os animais (1.22)
            6. O sexto dia (1.24-31)
                        a. A criação dos animais terrestres (1.24-25)
                                   (1) Gado, animais rastejantes e animais selvagens
                        b. A criação do homem e da mulher (1.26-27)
                                   (1) A imagem de Deus (1.27)
                                   (2) A bênção de Deus sobre o homem e a mulher
            7. O sétimo dia (2.1-3)
                        a. O descanso de Deus (2.2)
                        b. Santificação e bênção do sétimo dia (2.3)
B. A gênese dos céus e da terra (1º Toledoth) (2.4-4.26)
            1. A criação do homem do pó da terra (2.7)
            2. A plantação do jardim no Éden (2.8)
            3. O rio que saía do Éden (2.10)
                        a. O Pisom (2.11-12)
                        b. O Giom (2.13)
                        c. O Tigre (2.14)
                        d. O Eufrates (2.14)
            5. O mandato cultural (2.15)
            6. O mandamento de Deus (2.16-17)
            7. A criação da mulher (2.21-22)
                        a. A instituição do casamento (2.24)
            8. Tentação, queda e maldição (3.1-24)
                        a. O relato da tentação (3.1-5)
                        b. A Queda (3.6-7)
                        c. A maldição contra a serpente (3.14-15)
                        d. A promessa do descendente (3.15)
                        e. A maldição contra a mulher (3.16)
                        f. A maldição contra o homem (3.17-19)
                        g. A expulsão do homem do jardim (3.22-24)
            9. Caim e Abel: o primeiro homicídio (4.1-24)
                        a. O nascimento de Caim (4.1)
                        b. O nascimento de Abel (4.2)
                        c. O primeiro homicídio: Caim mata seu irmão Abel (4.8)
                        d. A descendência de Caim (4.17-26)
                                   (1) Enoque (4.17-18)
                                               (a) A primeira cidade (4.17)
                                   (2) Lameque
                                               (a) Poligamia (4.19)
                                               (b) A banalização da violência (4.23-24)
            10. A descendência de Adão: Sete (4.25-26)
                        a. Enos (4.26)
C. A genealogia de Adão: o segundo Toledoth (5.1-6.8)
            1. Sete (5.3-8)
            2. Enos (5.9-11)
            3. Quenã (5.12-14)
            4. Maalalel (5.15-17)
            5. Jarede (5.18-20)
            6. Enoque (5.21-24)
                        a. A trasladação de Enoque (5.24)
            7. Matusalém (5.25-27)
            8. Lameque (5.28-31)
            9. Noé (5.32)
            10. A corrupção da humanidade
                        a. A maldade do homem (6.5)
D. As gerações de Nóe: o 3º Toledoth (6.9-9.29)
            1. Os filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé (6.10)
            2. A ordem para a construção da arca (6.14-16)
                        a. A promessa da aliança com Noé (6.18)
                        b. A obediência de Noé (6.22, 7.5)
            3. O dilúvio (7.6; 8.14)                     
                        a. A entrada na arca (7.6-9; 13-16)
                        b. O início do dilúvio (7.6, 10, 11, 12)
                        c. O dilúvio (7.17-24)
                        d. As águas diminuem (8.1)
                        e. A arca repousa sobre o Ararate (8.4)
            4. O fim do dilúvio (8.6-14)
                        a. Noé solta um corvo (8.6-7)
                        b. Noé solta uma pomba (8.8-12)
                        c. Terra totalmente seca (8.14)
            5. Noé e sua família saem da arca (8.15-22)
                        a. A saída da arca (8.15-19)
                        b. Noé edifica um altar e oferece sacrifícios (8.20)
                                   (1) Deus promete não mais destruir a terra por dilúvios
            6. Deus abençoa Noé e seus filhos (9.1-7)
                        a. A bênção de Deus sobre Noé e seus filhos (9.1)
                        b. A proibição de comer sangue (9.5)
                        c. A instituição da pena capital (9.5-7)
            7. A aliança de Deus com Noé e com a criação (9.8-19)
                        a. A instituição da aliança (9.8-11)
                                   (1) O sinal da aliança (9.13-17)
            8. Noé se embriaga. A maldição
                        a. A maldição sobre Canaã (9.25)
                        b. A bênção sobre Sem e Jafé (9.26, 27)
                        c. A morte de Noé (9.29)
E. As gerações dos filhos de Noé. O quarto Toledoth (10.1-11.9)
            1. Os descendentes de Jafé (10.2-5)
                        a. Gomer (10.2,3)
                        b. Javã (10.4)
            2. Os descendentes de Cam (10.6-20)
                        a. Cuxe (10.7)
                                   (1) Seba, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá
                                    (2) Ninrode (10.8-12)
                        b. Mizraim (Egito) (10.13,14)
                                   (1) Casluim
                                               (a) Filisteus
                        c. Canaã
                                   (1) Sidom, Hete
                                   (2) Jebuseus, amorreus, girgaseus, heveus, arqueus, sineus, arvadeus, zemareus, hamateus
            3. Os descendentes de Sem (10.21-31)
                        a. Arão
                        b. Arfaxade
                                   (1) Selá
                                               (a) Héber
                                                           (A) Pelegue
                                                           (B) Joctã
F. A torre de Babel (11.1-9)
            1. O vale de Sinar
            2. A confusão das línguas (11.7-9)
                       



           

                        

Tuesday, June 14, 2016

Método de Leitura da Bíblia do Professor Grant Horner

Achei, há alguns meses, um excelente método de leitura da Bíblia. Trata-se do método de Grant Horner, professor adjunto do Master’s College, em Los Angeles.
O professor Horner teve a ideia brilhante de dividir a leitura da Bíblia em 10 listas, cada lista contendo um conjunto diferente de livros. A ideia é ler um capítulo de cada lista por dia, lendo assim dez capítulos por dia. Não se trata de uma leitura meditativa nem voltada para o estudo aprofundado de passagens bíblicas. A leitura deve ser feita em ritmo mais acelerado, com o intuito de ter uma visão geral da Bíblia. O interessante é a maneira pensada por Horner para construir suas listas. Elas são as seguintes:
Lista 1: Mateus, Marcos, Lucas e João (89 dias);
Lista 2: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio (187 dias);
Lista 3: Romanos, 1&2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, Hebreus (78 dias);
Lista 4: 1&2 Tessalonicenses, 1&2 Timóteo, Tito, Filemon, Tiago, 1&2 Pedro, 1, 2&3 João, Judas, Apocalipse (65 dias);
Lista 5: Jó, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos (62 dias);
Lista 6: Salmos (150 dias);
Lista 7: Provérbios (31 dias);
Lista 8: Josué, Juízes, Rute, 1&2 Samuel, 1&2 Reis, 1&2 Crônicas, Esdras, Neemias, Ester (249 dias);
Lista 9: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias (250 dias);
Lista 10: Atos (28 dias).
Dá para perceber que alguns livros serão lidos mais ou menos doze vezes em um ano (Listas 7 e 10). Outros serão lidos com menor frequência, mas isso não significa que a leitura seja menos proveitosa. Em um ano você terá lido os evangelhos quatro vezes, o Pentateuco duas, as cartas de Paulo de quatro a cinco vezes, Provérbios e Atos cerca de doze vezes.

Estou usando o método há cerca de um mês e estou gostando bastante.  Mais tarde irei alterar um pouco a lista do professor Horner acrescentando Romanos no lugar de Atos. Interessado? Baixe AQUI o arquivo em pdf com mais explicações.

Thursday, March 24, 2016

Gênesis 37: O Começo dos Infortúnios de José

Material de Estudo: The Reformation Heritage KJV Study Bible; Bíblia ARA

Resumo do Capítulo: José, o filho favorito de Jacó, tem sonhos de exaltação mas é capturado e escravizado por seus irmãos ímpios.

Anotações pessoais:
Esse capítulo apresenta a célebre história de José, uma das minhas favoritas na Bíblia. Essa história é fascinante do início ao fim, e uma fonte inesgotável de ensino prático para a vida de qualquer cristão, especialmente dos jovens.
Como quase todo herói bíblico, José teve que sofrer alguns infortúnios antes de ser exaltado a uma alta posição na corte egípcia. Ainda era um adolescente de dezessete anos, que trazia fofocas de seus irmãos ao seu pai, quando se viu tragado por um furacão de ódio causado pelo ciúme e pela inveja dos irmãos.
O texto informa que Jacó amava mais José que seus irmãos e o distinguiu dos demais presenteando-o com uma túnica colorida (túnica talar de mangas compridas, como traduz a ARA). Quem tem irmãos sabe o quanto pode ser doloroso em uma família o favoritismo, ainda que aparente, dos pais por algum filho. Se esse filho for mimado, como José parecia ser, e os irmãos não tiverem temor a Deus, como era o caso dos irmãos de José, então a coisa pode ficar muito feia.
Os irmãos de José o odiavam. O texto repete essa informação três vezes (vv. 4, 5 e 8). Para completar o roteiro da tragédia que se desenhava, José começou a ter sonhos, nos quais se dava a entender (sem precisar ser perito na arte da interpretação de sonhos) que seus irmãos e até mesmo seu pai e mãe (Lia, pois Raquel já havia morrido) se curvariam diante dele e seriam seus súditos. Seus irmãos passaram a odiá-lo ainda mais por seus sonhos, o que não era muito razoável, já que José não sonhava aquilo por vontade própria. Mas é possível que ele tenha relatado esses sonhos de uma forma esnobe, típica de garotos mimados, o que enfureceu ainda mais seus irmãos.
Aconteceu que, em certa ocasião, Jacó pediu a José que fosse atrás de seus irmãos, que estavam cuidando do rebanho. Ou Jacó não sabia do ódio dos seus filhos pelo seu predileto, ou sabia mas não imaginava que seriam capazes de fazer o que fizeram com o rapaz. O fato é que, quando os dez irmãos (Benjamim certamente não estava entre eles) avistaram José, de longe, disseram uma frase memorável: “Vem lá o tal sonhador! Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos”.
José foi salvo da trama assassina por seu irmão mais velho, Rúben, que persuadiu os demais a lançarem-no numa das cisternas. Depois, Judá teve a brilhante ideia de vendê-lo a um grupo de mercadores que seguiam para o Egito, o que acabaram fazendo.

Essa primeira parte da história de José é triste e mostra até onde vai a miséria e a maldade do coração do homem. Assim como Caim matou seu irmão, esses homens teriam matado o jovem José, se Deus não houvesse agido providencialmente para livrá-lo de suas mãos. O pecado se instala como um veneno no interior das famílias e lança irmão contra irmão, pais contra filhos e filhos contra pais. Ele é o fel que amarga a doçura da convivência familiar e traz a destruição e a ruína de muitos lares. Mas Deus está atento e observa dos céus as ações humanas, sempre conduzindo todas as coisas com sua providência secreta. Deus tinha um plano para José no Egito e, em breve, seus irmãos veriam em que lhe dariam os sonhos.

Monday, March 21, 2016

SEÇÃO 1A: Aprendendo Latim (p. 7-8)



Tradução (Translation)







Drāmatis persōnae
Demêneto: Demêneto é um velho, avô de Euclião.
Escravo: o nome do escravo é Davo.
Escrava: o nome da escrava é Pânfila.
Cozinheiro e flautista.

The play's character
Demaenetus: Demaenetus is an old man, Euclio's grandfather.
slave: The name of the slave is Davus.
slave: the name of the slave is Pamphila.
cook and flutist.







(O escravo entra no palco. Ele para diante da porta de Demêneto e grita. Por que grita? Grita porque chama a escrava)
ESCRAVO: Ei, Pânfila! Eu, Davo, estou te chamando!
ESCRAVA: Quem está me chamando? Quem está gritando?
ESCRAVO: Eu, Davo, estou te chamando.
ESCRAVA: O que é? Por que me chamas?

(The slave enters onto the stage. Before Demaenetus's door, he stands and shouts. Why does he shout? He shouts because he is calling the slave-woman.)
- Hey, Pamphila! I, Davus, am calling you!
- Who is calling me? Who is shouting?
- I, Davus, am calling you.
- What is it? Why are you calling me?









(O escravo se aproxima da porta, mas a porta está fechada. O escravo, portanto, bate à porta)
ESCRAVO: Ei, tu, escrava! Eu estou batendo à porta, mas tu não abres: a porta está fechada.
ESCRAVA: (abre a porta) Por que gritas? Eu fico correndo para lá e para cá, mas tu ficas gritando. Eu estou ocupada, mas tu estás ocioso. Não és um escravo, mas um patife.
ESCRAVO: Eu não estou ocioso, Pânfila. Pois hoje Demêneto, meu senhor, dá a filha em casamento: são as núpcias da filha!

(The slave approaches to the door, but the door is closed. Therefore the slave knocks on the door.)
- Hey you, slave-woman! I am knocking the door, but you do not open: the door is closed.
(she opens the door) - Why are you shouting? I am running about here and there, but you are shouting. I am busy, but you are idle. You are not a slave, but a rascal!
- I am not idle, Pamphila. For today Demaenetus, my master, gives (his) daughter in marriage. They are his daughter's marriage-rites!




(Demêneto, senhor do escravo e da escrava, entra no palco)
DEM: Por que estais gritando, ó Davo e Pânfila? Por que estais parados? Por que estais ociosos? Pois hoje são as núpcias de minha filha. Por que não entrais na casa e preparais as núpcias?

(Demaenetus, master of the slave-man and the slave-woman, enters onto the stage.)
- Why are you shouting, Davus and Pamphila? Why are you standing? Why are you idle? For today are my daughter's marriage-rites. Why do not you enter into my house and prepare the marriage-rites?



(o escravo e a escrava entram na casa e preparam as núpcias. Entram no palco o cozinheiro e a flautista. Demêneto vê o cozinheiro e a flautista)
DEM: Ei, vós, quem sois? Pois eu não vos conheço.

(The slave-man and the slave-woman enters into the house, and prepare the marriage-rites. The cook and the flutist enter onto the stage. Demaenetus sees the cook and the flutist.)
- Hey, you, who are you? For I do not know you.


     

COZ. E FLA.: Somos o cozinheiro e a flautista. Viemos ao casamento de tua filha.
DEM: Por que não entrais na minha casa e preparais o casamento?
(o cozinheiro e a flautista entram na casa de Demêneto)
(Demêneto carrega uma coroa e unguento. Também carrega uma panela. A panela está cheia de ouro)

- We are the cook and the flutist. We come to your daughter's marriage-rites.
- Why do not you enter into my house and prepare the marriage-rites?
(the cook and the flutist enter into Demaenetus' house.)
(Demaenetus carries a garland and ointment. He also carries a pot. The pot is full of gold.)







DEM: Ai! Hoje estou preparando o casamento de minha filha. Toda a família se apressa. Aqui e ali correm os meninos e as meninas; eu chamo cozinheiros e flautistas. Agora a casa está cheia de cozinheiros e flautistas, e todos os cozinheiros e flautistas são ladrões. Ai! Sou um homem perdido, ou melhor, o mais perdido dos homens. Pois tenho uma panela cheia de ouro. Veja! Estou carregando a panela. (o velho mostra a panela) Agora escondo a panela debaixo da roupa. Pois tenho muito medo. (farejando o ar) Pois o ouro exala; e ladrões sentem o cheiro de ouro. Porém, o ouro não exala, se fica escondido debaixo da terra. Se o ouro fica escondido debaixo da terra, nenhum cozinheiro, nenhum flautista, nenhum ladrão temo. Portanto, estou escondendo secretamente o ouro debaixo da terra. Alguém me espreita?

- Alas! Today I prepare my daughter's marriage-rites. The whole household hurries about. Boys and girls run about here and there; I call cooks and flutists. Now the house is full of cooks and flutists, and all cooks and flutists are thieves. Alas! I am a lost man, more precisely, the most lost of men! For I have a pot full of gold. Look! I am carrying the pot (the old man shows the pot). Now I secrete the pot under my clothes. For I fear very much. For gold gives off a smell, and thieves sniff out gold. But gold does not give off a smell if it lies hidden under the earth. I fear no cook, no flutist, no thief. Therefore, I secretly hide the pot under the earth. Is anyone looking at me? 



(Demêneto olha ao redor. Ninguém está presente. Portanto, Demêneto a ninguém vê)
Bem. Estou sozinho. Mas primeiro me aproximo do Lar e dou o unguento e a coroa, e suplico.

(Demaenetus looks around. No-one is present. Therefore, Demaenetus see no-one.) 
Good! I am alone. But first I approach the Lar and give ointment and garland, and I pray.









(aproxima-se do Lar. Dá o unguento e a coroa. Depois suplica ao Lar)
Ó Lar, protetor da minha família, peço-te e imploro-te. Eu sempre te coroo, sempre te dou unguento, sempre [dou] sacrifício e honra. Tu, em troca, dás boa Fortuna. Agora a ti levo uma panela cheia de ouro. Porém, escondo debaixo da terra. A família ignora acerca da panela. Mas hoje é o casamento da [minha] filha. A casa está cheia de cozinheiros e flautistas. Ou melhor, cheia de ladrões. O ouro exala. Portanto, temo os ladrões. Ó Lar, peço-te e suplico. Protege a panela!

(He approaches to the Lar. He gives the ointment and the garland. Then he prays to the Lar.)
O Lar, protector of my household, I beg to you and beseech you! I always garland you, I always give you ointment, I always give sacrifice and respect. You, in return, gives good luck. Now I carry the pot full of gold to you. Buy I secrete the pot under my clothes. The household is ignorant about the pot. Buy today is my daughter's marriage-rites. The house is full of cooks and flutists. More precisely, is full of thieves. Gold gives off a smell. Therefore, I fear the thieves. O Lar, I beg to you and beseech you. Protect the pot!





(o velho aproxima-se da lareira. Próximo à lareira há um buraco. Esconde a panela no buraco)
Eis! O ouro está a salvo, salvo também estou eu. Pois agora tu tens a panela, ó Lar.

(The old man approaches to the hearth. Near the hearth there is a hole. He secretes the pot in the hole.)
Look! The gold is safe, and I am safe also. For now you have the pot, o Lar!

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